O que é meu, amiga minha não tasca!
Eu era apaixonada por ele, minha melhor amiga também, mas eu não sabia disso, ela escondia o jogo. Se ele passava por nós, meu dia estava ganho. Eu tinha apenas 12 anos de idade, minha amiga também. O dito cujo não era muito mais velho, tinha 13. No meu "Diário" o nome dele estava sempre dentro de um coração, para identificar com mais facilidade, as linhas que eu reservava para contar sobre os passos e atitudes do dito cujo. Eu não sabia, mas minha amiga fazia o mesmo. Só fui descobrir quando encontrei o "Diário" dela encostado no cantinho da escrivaninha. Peguei e sem maldade, abri. Pensei que ela jamais esconderia algo de mim, mas lá estava, o nome dele em todas as páginas. À partir daí, começamos a dividir a mesma paixão, até então, sem problema algum. Até que um certo dia, ele se revelou afim dela. Ela acabou ficando com ele e perdendo minha amizade por alguns meses. Depois de um tempo, percebemos que tudo isso era bobagem. Eles não chegaram a namorar, nem nada.Tive minha melhor amiga de volta e depois acabamos desgostando dele juntas. Cômico, né?! Dez anos se passaram, mas eu não gostaria de passar por isso de novo. Furar olho de amiga não está, nem nunca esteve nos meus planos. Ainda bem que nunca precisei evitar nenhuma situação assim, porque de fato nunca me interessei pelos garotos delas. O que é meu, amiga minha não tasca! E elas sabem disso!

Escrito por Marina Guido às 11h16
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